sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Jitter na interface de audio


Segundo a Wikipédia, Jitter é uma variação estatística do retardo na entrega de dados em uma rede, ou seja, pode ser definida como a medida de variação do atraso entre os pacotes sucessivos de dados. Observa-se ainda que, uma variação de atraso elevada produz uma recepção não regular dos pacotes.

Trazendo para o enfoque musica, quando uma interface de áudio converte audio elétrico em digital, faz isto por meio de amostras nominadas (sample rates). Um conversor ideal teria que fazer amostras sempre no tempo determinado.
Entretanto, não é isso que acontece. A interface não faz amostras corretas tanto na quantidade por segundo e nem no tempo entra cada.

Resumindo mais ainda. Quando uma interface têm Jitter elevado, ela não grava com qualidade!

Isto é mais um motivo pelo qual uma placa Sound Blaster custa determinado preço e um Digi custa 10 vezes mais! As duas em tese não convertem sinais elétricos em digitais? Sim. Mas uma faz de forma mais regular que a outra.

Uma placa (custo benefício) que diz ter Jitter bem baixo é a Focusrite Saffire pro 40, só testando para saber!

Resenha, Bertola e os Noctivagos

Ontem, dia 25 de fevereiro, recebi do Bertola seu trabalho autoral nominado "Bertola e os Noctivagos - O lodo da mente".
Hoje, dia 26 de fevereiro, quando fui para o trabalho coloquei-o para tocar no som do carro.

Automaticamente me transportei para o bar A Obra e, portando uma long-neck! Frisa-se que adoro estar na Obra com uma long-neck na mão! rs

As letras são substanciais. A faixa "O grande monstro" veio muito a calhar pois me encontrava num engarrafamento horrível! Logo depois, o "Jonhy Kamikaze" despertou "nosso" lado destrutivo! Ora, quem nunca teve vontade de andar na contra mão e mandar os covardes saírem da frente! Isto é absolutamente normal em todos nós! RS

Também, quem não ficou indignado com aquele pessoa bela e indiferente?

Quanto ao instrumental, a banda é bastante amadurecida. Permeia o rock cru, blues e o hard rock.

Ao final, adoooooro Helena! Para entender, tem de escutar! rs

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Exemplos de impulsos de reverb (convolução)

Que som teria determinada sala? Este vídeo é bastante bacana para testar os impulsos do reverb SIR2 um ótimo reverb de convolução.

video

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

"Vamo chegar aqui pra perto do palco galera!!!"


Uma pequena história verídica.

Já tem um tempo que fui num bar/casa de shows em Belo Horizonte. Não procurei informar-me sobre quem iria tocar pois estava querendo apenas beber com os amigos.

Neste dia, tocou uma cantora (conhecida), violão e voz. No meio de sua apresentação, ao perceber que ninguém estava prestando atenção no que cantava, começou a berrar ao microfone e ao final, jogou-o ao chão!

Aquilo chamou a atenção do público, todos haviam parado de conversar (pois desfrutavam da música apenas como "tema de fundo") e ficaram olhando para ela com cara de terror e indignação.

No final, conversei com ela. Disse que era normal, pois a maioria do publico não havia vindo pelo artista (assim como eu), que estavam querendo apenas beber e conversar.
Incisivamente ela respondeu: PÚBLICO BURRO!

O público era burro? Por que? E se eu gostasse de rock pesado? E se eu estivesse só querendo paquerar? Discordo dela.

Muitas vezes presencio o vocalista de uma banda chamando o público para chegar perto do palco. Não me sinto bem por esta situação por dois motivos, a uma, se estou em determinado lugar é porque estou gostando de ficar lá (rs), a duas, 99% das vezes que o vocalista chama o público para chegar perto do palco, todos se entreolham e fica uma situação super desconfortável.

Quando a música cativa, não precisa chamar ninguém para chegar perto do palco. Quando o som impressiona, até quem está tocando voz e violão na hora do almoço num restaurante arranca palmas.

Trocando em miúdos, o que quero dizer é: Se o público está longe do palco, é porque o som está muito ruim! A coisa mais bonita de se ver é a galera chegar e agitar porque a música agrada!

É bom aproveitar o início do show, quando as pessoas normalmente estão mais distantes, para criar alguma ambientação para a "pancada" que virá.

CLARO QUE ISSO NÃO É REGRA, se funciona com você, sinta-se feliz de ter um chamado cativante!!! Continue fazendo! Mas, eu nunca vi funcionando.

Então, fica a dica, não como produtor musical mas sim, como público! Deixe-me no meu canto tomando cerveja, se a música for boa, vou correndo para a frente do palco! rsrs

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Os comentários são as palmas e as vaias para o blogueiro.


Olá queridos leitores. Este post aqui é para mendigar, rs

O motivo pelo qual escrevo é para reforçar, mudar e receber opiniões. Se você leu o texto inteiro, deixe sua impressão. Mesmo que seja para falar "Não concordo" ou "Post lido" rs!


Só com a opinião de vocês consigo obter o reforço a mudança e o recebimento de aprendizado.

Então, se lê meus posts, opine lá! Até mesmo como "anônimo" (habilitei o modo de postagem anônima), rs
São seus comentários que irão me fazer escrever mais! Muitas vezes escuto alguém dizer que sempre lê os posts! Então assina láaa! rsrs

Háaaa, se quer que eu não escreva mais, não coloque nada! hihihiihhi


Obrigadoooooo!

Tocar é legal mas escutar é melhor ainda.

Compartilho esta ideia para reforça-la e trocar experiências. Não sou o dono da razão e nem quero ser. (Em que pese o fato de minha mulher sempre repetir isto, rsrsrs)

Escrevo para as pessoas que assim como eu, têm a música como profissão. Não como hobby. Quem é profissional da música quer ter público, respaldo, remuneração, respeito e perenidade. E para ter isso tudo, a música tem de ser boa! Friso que já toquei muito alto, com tudo saturando e embolado e quando escuto as gravações que executava com tanto prazer, percebo a grande porcaria que era! rs


A música, assim como um texto, possui um emissor e um receptor. O musico está para o escritor (emissor) assim como o ouvinte está para o leitor (receptor).

Acredito que seja pelo prazer do "ato de tocar" um instrumento que muitas vezes atropelamos o bom senso. Quantas vezes vivenciamos esta situação? Num lugar apertado, com a acústica horrível, o equipamento meia boca, tudo saturando e o vocalista "esgoelando" para ser ouvido, todos insistem em tocar mais forte, mais alto, mais notas, mais atitude, mais "mascadas" de notas e mais embolação!

Bom, independente da qualidade do texto (ou música) é MUITO RUIM LER TUDO EM CAIXA ALTA POIS A VISTA CANSA E COM O TEMPO O QUE ERA PARA SER UM EXPERIÊNCIA BACANA TORNA-SE ALGO INSUPORTÁVEL DE PRESENCIAR PRINCIPALMENTE SE JUNTA O FATO DO TEXTO NÃO TER PONTUAÇÃO E NENHUM CLIMA E NENHUM PARÁGRAFO SER SEMPRE UMA COISA ALTA EXTENSA E ETC ETC ETC! Cansou? Acho que sim, rs

O que dá alma à musica são suas nuances, caso contrário o barulho de uma moto-serra seria música! (alguns vão dizer que é musica, rs)

Com isto, em respeito ao público que pagou para escutar (ou apenas foi "prestigiar" a banda que está tocando), no momento em que executar-mos a música, seria prudente nos colocarmos na condição de OUVINTE , pois assim saberemos lidar com as dificuldades de sonorização e acústica.

Ora, se o lugar embola as baixas frequências, retire os graves dos amplificadores (acredite nisto, funciona!) Se o lugar embola se tocar alto, abaixe consideravelmente o volume (óbvio não é? rs). (O baterista de rock terá que fazer força apenas no rosto, rs). Se as coisas já estão meia boca, vamos caprichar na execução. Se não dá para escutar nada, pense em tocar bem baixo para o vocalista (que passa a mensagem) ser ouvido! Passamos de "músicos executores" para "músicos ouvintes".

Na condição de "músicos ouvintes" a interpretação é sempre melhor, mais sincera e principalmente mais audível!

Finalmente, claro que tudo isso se adquire com o tempo e com a prática, mas é bom termos em mente que se você não está gostando de escutar o som (diferente de estar tocando), muito provavelmente o público também irá gostar.

Tá aí. Falei o óbvio. Mas é só para reforçar! rs

Abraços!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Desabafo pessimista de um músico. Liguei o f***-se!

Atualmente, no meio musical, fala-se muito em "novo modelo" para produção e divulgação musical.
Os fatos são. As indústrias fonográficas (e o setor privado também não!) não investem mais, a produção musical é cara e envolve diversos setores e profissionais, existe uma imensa oferta de música e ninguém quer pagar mais para ter o trabalho do artista.

Neste contexto, não há ninguém mais para bancar o artista enquanto sua música não da retorno financeiro. (Creio que esta alegação de alguém bancar o artista para ele produzir música irá assustar a nova safra de músicos). A uma, musica gravada não dá mais retorno financeiro e, a duas, por não terem nada gravado não tem como divulgar o seu trabalho. Circulo vicioso maldito!

Por incrível que pareça (rs) os músicos pagam contas de água, luz, telefone, gás, escola dos filhos, supermercado, aluguel, prestações diversas, sem contar as contas de manutenção periódica dos instrumentos, períodos de ensaios, período de gravações, horas de produtor musical, transporte e alimentação para Shows (Os infelizmente necessários "Shows de investimentos" ou os famosas apresentações nominadas "Pagar pra tocar").
Lí por aí que a música deixou de ser um produto e virou um serviço. Concordo com esta frase e faço parte da turma que fica repetindo-a por aí!


Então a solução é dar Shows? Sendo assim, há algum músico INDEPENDENTE por aí que consegue se bancar apenas com os shows de sua música AUTORAL? Gostaria de te conhecer e perguntar como consegue!

Então, até que ponto iremos aguentar bancar com nosso sofrido dinheiro conseguido por meios estranhos a arte para financiar nosso sonho? Será este o único caminho? Não sei responder a estas perguntas. Mas as faço devido a minha situação.

Sou advogado, minha mulher está grávida e pago inúmeras contas (como diversas outras pessoas). No decorrer de muitos anos consegui adquirir equipamentos de gravação e monitoração. Com muita dificuldade fiz o tratamento acústico de um quarto, onde produzo bandas e a mim. Não paro de comprar livros e faço cursos de áudio regularmente. Me considero AFORTUNADO por ter condições de realizar minhas gravações e ter esta pequena infra-estrutura de produção.

E quem não têm??????? A música destas pessoas irá morrer por falta de investimento?????? Isto é uma coisa horrível!!!!!!!

Por conta disto, em alguns momentos desanimo de ser músico. Para expurgar este sentimento, finjo que sou doido (rs), penso em outras coisas e coloco em minha cabeça que o problema não é comigo!
É assim que vou seguindo com meu sonho! Neste meio tempo, continuo investindo, tocando e praticando.

E sabe porque faço estas coisas? Acredito que algumas pessoas irão vencer esta maldita fase de transição artístico/musical que já dura uns 15 anos! E não quero chegar a velhice e falar para o meu filho, JÁ FUI BOM NISSO!!! Irei morrer tentando. E tenho certeza que se você leu até aqui, compartilha deste sentimento!

Merda para nós!