sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Valor do meu blog

Olha que bacana, meu blog vale isso, rsrss

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Efeitos no contrabaixo elétrico

Olá moçada!
Vamos enfeitar um pouco o som do mestre dos graves? Claro que tudo se consiste em gosto e em aplicabilidade, mas deixo aqui minhas experiências.

Em relação a efeitos de contrabaixo, sou bastante comedido. A saber:

Os que não costumo usar:
  • Eco - Não uso delay, pois o baixo serve notadamente para fazer a "fundação" da música, e eco nos graves embola tudo. Claro que na mixagem tudo é valido, mas na maioria das vezes não fica bacana;
  • Reverb - Usar reverberação nos graves é um tiro no pé, o sistema de amplificação fica sobrecarregado e causa uma embolação danada na mix. Uso um pouco de reverb no contrabaixo apenas nos slaps e, mesmo assim, quando o baixo esta muito evidente na música (sozinho ou só com batera); 
  • Corus -Nos anos 80 foi muito utilizado o corus no contrabaixo. Acho que inventaram este pedal nesta época, rsrs. Sinto que o som é muito estigmatizado (oitentão demais);
  • Flanger, phaser - Eca! rs
  • Sintetizadores - Com moderação, até que são bem vindos, mas, pessoalmente, prefiro um wha-wha (que não é sintetizador).

O que uso com frequência:

  • Limiter/compressor - O primeiro e o mais importante de todos! O som do contrabaixo é muito beneficiado com a compressão. Cada corda, por questões de física e audição, soam com mais intensidade que a outra. Junta-se ao fato da maioria dos baixistas não compensarem esta diferença de intensidade na ẽxecução (assim como eu) uma compressão é indispensável para uma "fundação" uniforme na música. Se há alguma recomendação imprescindível para dar é esta. O uso do compressor/limiter. O ideal é que ele não mude muito o som, mas que o deixe soando uniforme. (intensidade sonora)
  • Overdrive - A saturação usada comedidamente é muito interessante para adicionar calor ao som do baixo. Frisa-se que, por incrível que pareça, quanto mais saturação colocar-se no baixo mais sem pressão ele soará! Mas usada com moderação é fantástico! Pode testar!
  • wha-wha - Wha-wha para mim é uma diversão. Quando você quer fazer um momento poser, (quem não gosta? rs) senta o pé no wha-wha e divirta-se; Eu gosto dos auto-whas pois tenho preguiça de ficar "bombando" pedal, rs;
  • Oitavador - Experimente fazer um solo nos agudos e oitavar o som. Com o uso do oitavador, mesmo quando você "passear" nos agudos, a música não ficará "magrela".
É isto aí! Espero que curtam!
Abs

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pergunte-me algo sobre produção musical

Olá!
Algumas vezes alguém me pergunta algo e eu demoro muito tempo para responder. Por algum motivo o blogger não me avisa  sempre quando alguém faz  comentários! :(

Então criei uma conta no formspring para facilitar a comunicação.
Frisa-se que sua dúvida pode ser a minha também, então, se eu demorar para responder, é porque estou pesquisando! rs


p-s- O botão de pergunta está no menu principal deste blog
abs

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Palco é lugar de transmitir e não de receber!

O título poderia. "Palco é lugar de dar e não de receber!" mas as brincadeiras referente a conotação sexual seriam inevitáveis! rs
Então, deixo assim.

Receber "energia" do público é efeito colateral positivo não o que se deve buscar!


Você já realizou um show e achou que sua performance foi ruim? Não sentiu a vibração do público?
Isto já aconteceu comigo várias vezes. Pensei: o som está ruim, o público não conhece as músicas tocadas, não estou em um dia bom ou as pessoas estão aqui só para beber e paquerar.
Todos estes argumentos são válidos, entretanto, possuímos controle sobre alguns deles.

Quando você vai tocar, não importa se brigou com a namorada, está com dor de barriga, a casa está vazia ou se houve uma discussão dentro do camarim!
Quando está no palco, tem que transmitir a mensagem musical. A forma etérea de transmiti-la é a interpretação.

Daí vem a pergunta. Como interpretar bem com isto tudo que citei acima?
Ser profissional! Se o público pagou (ou foi lá para te ver 0800 mesmo), merece ter uma apresentação descente. Afinal de contas música é seu trabalho ou hobby?
Quanto a interpretação propriamente dita, é mais complicado.
Sou partidário que deva também ser ensaiada, pois assim, quando você está em um dia com dor de cabeça, aquela mensagem emocional será passada sem conflitos.
Quantas vezes já assisti shows em que a música está animada e o vocalista está com uma cara de mer***! Baita paradoxo!
Não estou dizendo que você tem de ficar com os dentes escancarados o tempo inteiro!
Pondere nisto: esta introdução é melancólica? Este verso é alegre? Este refrão é dançante? Este especial é soturno? Este solo é psicodélico? Como seu corpo, voz e digitação (no instrumento) refletem isto?
Cada qual têm uma maneira de interpretar felicidade. Eu pulo igual a um macaco, ouro abre um sorriso "sincero" (que convença o público de sua sinceridade).

Geralmente a plateia comenta a contradição de interpretação com as seguintes frases: "este cantor é desanimado", "este baixista é apagado", e a famosa "sua banda é ruim mas você toca bem (e suas variantes)!"

Para ser bom intérprete o seu corpo tem que responder ao sentimento musical convencendo assim o espectador/ouvinte.
Quando sua interpretação estiver bem afiada não terá mais que falar "Vamos chegar aqui para frente do palco, galera!" rsrs
Todos estas colocações levam em conta o fato da música estar bem executada e com um arranjo bacana.

Antes que alguns alardeiem: "Mas isso seria fake, temos que passar o sentimento que está rolando na hora!". Pense nisto, artista passa sua arte, não seus problemas pessoais! SAAAAALVO seja uma improvisação, é claro!

Outra questão é  referente ao fato de você não estar se escutando bem. Aí meu amigo, é meter um sorriso no rosto, fingir que não é com você e mandar rock n roll!!
Combine com todo mundo abaixar o volume para que o vocal se escute melhor!

abs!



abs

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Metodologia de trabalho [produção musical]

Olá amantes da música!
Estava bastante sumido, mas foi por um bom motivo. Sou pai de primeira viagem e todo tempo disponível foi focalizado no mais novo soldado do rock!!

Voltando à labuta...

Cada qual têm sua maneira de produzir música.
Alguns intuitivamente (meio às cegas mas chegando a ótimos resultados) e outros (assim como eu) criaram uma metodologia de trabalho.



Vou explicar como gosto de trabalhar. Não é uma fórmula mágica, mas funciona para mim.

Quais são os melhores e mais raros carros, os feitos em série ou os feitos um a um? Ex. O top de linha da Fiat se equipara a um Rolls-Royce?  
É assim que trabalho, uma música de cada vez, até ficar pronta e ensaiada!



Minha metodologia é a seguinte:

Avaliação prévia:


  • No primeiro ensaio, escuto todas as músicas com papel e caneta à mão. Procuro anotar desenfreadamente, escrevendo todas as minhas impressões. 
  • Alguns pontos que focalizo são:
    • Afinação e interpretação do vocalista;
    • Cadência melódica;
    • Dinâmica da música; (intensidade sonora de cada parte)
    • Interpretação no tempo; "sentimentos" que cada parte do arranjo pretende passar tais como tensão, alegria, pulsação, suspense, raiva, psicodelia, indiferença, recompensa, gozo, etc;
    • Harmonia (conflitos harmônicos, competição entre instrumentos);
    • Ritmo. (A levada está transmitindo o que a música propõe?).
  • Isto tudo, procuro anotar enquanto a música está sendo executada, então é bom ficar com estes pontos revisados na mente;
Produção propriamente dita:

  • Em meu home estúdio, gravamos uma base rudimentar com bateria eletrônica (para acompanhamento singelo) e um instrumento harmônico (guitarra por exemplo);
  • Logo em seguida gravo a voz, esta gravação de voz só servirá para fazermos análise da melodia;
  • Uso um programa de modulação de tonalidade para experimentarmos melodias alternativas e/ou para firmarmos a afinação e execução;
  • Depois da melodia, passo para os instrumentos harmônicos, neste momento há que se concentrar na intenção de cada compasso, para que o ouvinte sinta-se interessado em escutar a música até o final. O que analisamos/experimentamos são as mesmas coisas realizadas na avaliação prévia, entretanto, desta vez propomos mudanças/experimentações; 
  • No caso de banda que possua bateria e baixo, serão trabalhados em estúdio, para que a "fundação" fique sólida. O baixo pode, algumas vezes,  ser trabalhado também no home estúdio mas a sua finalização dar-se-á somente junto com a bateria.
  • As mesmas coisas são feiras com os teclados, percussões, ficando por último os naipes de sopro.
É isto, parece pouco? rs A título de exemplo a banda Metálica demorou 6 meses para acertar os grooves de bateria no disco Black Album!

Frisa-se que o tempo que se gasta para produzir uma música depende único e exclusivamente da quantidade de horas que os músicos estudam em casa!!! Quanto mais forem treinados para o estúdio, mas rápido será o dia D, ou melhor o dia R(ecord), rs

Feliz dia R para todos!!!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Redundância no arranjo musical

Mais um post com opinião pessoal. Aceito críticas e discórdias (fundamentadas, rs), pois é assim que crescemos e aprendemos. :)

A wikipedia preceitua que "das várias definições de redundância contidas em um dicionário aquela que é reconhecida pelo senso comum se refere a excesso, repetição excessiva ou pleonasmo."

Uma informação pode ser passada de várias maneiras. Pela escrita, pela fala, pela música, por expressões corporais e etc.

Na música cantada dispomos da letra, melodia, harmonia, ritmo e interpretação como meio para passarmos determinada informação (ou emoção). Costumeiramente acontece que as informações são passadas de maneira redundante. Para encurtar o texto, pormenorizarei por meio de tópicos:

  • Ritmo que perdura em todos os compassos;
  • letra que se repete;
  • melodia que não muda;
  • harmonia óbvia e;
  • interpretação idêntica. 

Se não houver variação de alguns destes elementos no decorrer do tempo/compassos o que escutando não é uma música inteira mas sim um Loop! rs

Isto acontece com muita frequência! Versos idênticos, refrões gêmeos, melodias clones e arranjos repetitivos.



Claro que na música, um ou mais destes elementos podem não se alterar no decorrer da canção, mas convenhamos, para que escutar um refrão Ctrl C + Ctrl V? Um é absolutamente igual ao primeiro! Não houve mudança nenhuma de interpretação ou quaisquer alterações singelas de alguns dos elementos supracitados!

Se  escutamos o primeiro evento (refrão, verso, solo, etc) e nada se altera, nenhuma nova  informação nos é passada! Mas, se o evento é do estilo "copy-paste", ocorre verdadeira falta de oportunidade de emocionarmos e surpreendermos o ouvinte. 

Alguns irão alardear que o refrão, por exemplo, foi feito assim pois  tal elemento geralmente possui a intenção de fixar uma ideia musical. Concordo com isso, mas acredito que a música perdeu oportunidade de surpreender o ouvinte, pois nenhum mínimo detalhe se alterou.

Aqui está uma frase que repito muito: Se repetição idêntica fosse bom, bastaria escutar o som "harmonioso", "cativante", "sedutor" e repulsivo do metrônomo! rsrsrs


Muitas fezes o engenheiro de áudio da uma "garibada" na mixagem fazendo  distinções de partes para compensar o arranjo repetitivo. Neste momento, o engenheiro de áudio está fazendo papel de produtor e, por muitas vezes, de músico, pois em que pese o fato de não tocar nenhum instrumento, os sequenciam (seja por meio de edições ou por mid).

Finalizando, não é o sonzão que faz uma música ser interessante para os ouvintes é o ARRANJO. Trabalhemos para proporcionar uma experiência auditiva aprimorada! No cozer dos ovos, o que separa a "música arte" da "música para vender", são os detalhes!

inté!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

A morte do estúdio profissional de gravação

Olá!

Fiquei sabendo estes dias que o estúdio de gravação A.R. virou uma Pizzaria!
Mesmo sabendo retardatariamente, rs, resolvi escrever este artigo.

Este título é para chamar atenção, não acredito que o estúdio de gravação profissional irá acabar por conta dos home-estúdios e a falta de grana dos músicos independentes (assim como eu), mas os donos de estúdios profissionais têm de tomar algumas precauções para não se tornarem Pizzaria! rs

Já tem algum tempo em que os home-estúdios estão muito bem equipados. Com uma interface descente, um pré bacana, um computador potente e um par de monitores confiáveis, já da para fazer um bom "estrago" no som.

Soma-se o fato de os samplers e sintetizadores estarem cada vez melhores e, os plugins que simulam hardwares serem excelentes os home-estúdios concorrem cada vez mais com os estúdios profissionais.

Junta-se o fato que manter um estúdio profissional é anos-luz mais caro comparado à manutenção de um home. Isto fragiliza ainda mais o estúdio profissional.

Por conta destes motivos o dono de estúdio profissional tem de "pulverizar" sua carteira de clientes e ser bastante empreendedor.


Entretanto, não acredito que os estúdios profissionais irão acabar, aí vão alguns motivos:

  • Ambiente adequado. A experiência de gravação num lugar que foi planejado para aquele fim é infinitamente superior ao se trabalhar num quarto adaptado de seu apartamento.
  • A acústica de um estúdio profissional, em tese, é impecável para o que se propõe. Gravar, mixar e masterizar. 
  • O estúdio profissional possuem equipamentos analógicos que deixam o processador da DAW trabalhar com mais "tranquilidade", evitando assim a ocorrência de falhas de conversão analógico didital.
  • Geralmente em um estúdio profissional há variedade considerável de microfones e periféricos que proporcionam vários tipos de "texturas" sonoras.  
  • A gravação em estúdio profissional está mais acessível (barata).
  • A maioria dos músicos não possuem um home-estúdio e conhecimento de engenharia de audio.
  • O estúdio profissional possui o imprensindível "recurso humano".
  •  

    Por estas e outras, o estúdio profissional, a meu pensar, nunca será substituído pelo homestudio, pois se o home tiver tudo isso que disse acima, será um estúdio profissional dentro de sua casa!
     
    PS - usei os termos "estúdio profissional" e "home-estúdio" só para diferenciá-los, pois hoje faz-se trabalhos profissionais em qualquer lugar. 

    sexta-feira, 23 de abril de 2010

    Boss Arena, a Disney dos pedais BOSS

    Tá bom, eu sei que os pedais BOSS não são true-by-pass, mas sabe de uma coisa? O meu amor por aquelas caixinhas trancende qualquer coisa, rs
    É fã da BOSS, assim como eu? Dê uma olhada nesta Disney para BOSSeiros. rs

    sexta-feira, 16 de abril de 2010

    Tirando aquela frequência chata vc mesmo

    Imagine você mesmo tirando aquela frequência que incomoda no seu instrumento sem afetar as outras e sem depender do técnico de PA para sanar o problema? Você pode fazer isto por meio de um pedal de equalização paramétrica. Eles são bem mais difíceis de se usar comparado a um equalizador gráfico, mas o resultado vale a pena!

    Basicamente o equalizador gráfico altera determinadas faixas de frequências pré estabelecidas pela fábrica que o criou. No paramétrico pode-se alterar determinadas faixas de frequências que você escolher.

    A Boss descontinuou a produção do pedal BOSS PQ-4, acredito pelo fato de ser mais complicado de usar comparado ao gráfico e as vendas não terem sido boas.


    Porém, existe uma macete bastante eficaz para achar a frequência que incomoda, mas antes dele, vamos ver para que servem os botões do equalizador paramétrico.

    Frequencia - Comuta a frequência que deseja alterar;
    BandWidth - determina a largura de banda que se deseja alterar;
    Gain ou level - Diminui ou aumenta as bandas configuradas no bandwidth e frequência.


    Agora o macete! rs

    1. Configure o bandwidth (ou Q) para um valor médio/baixo (0.4);
    2. toque o instrumento;
    3. aumente o ganho consideravelmente (10 dbv);
    4. peça para alguém ir "passeando" com o botão de frequência em todo o espectro sonoro. 
    5. Em algum ponto irá ouvir um som muito feio! Este é o ponto de ressonância que deverá ser cortado;
    6. Agora abaixe o ganho consideravelmente e faça ajustes finos no Q, preservando o som original e tirando toda a ressonância indesejada.

    Com a prática fica muito fácil.

    É isto,

    abs

    quinta-feira, 15 de abril de 2010

    Gravação de instrumentos harmônicos em home studio

    Começo o texto falando que esta é minha opinião pessoal, você têm todo direito de discordar! :)

    Ainda não fizeram a bateria virtual que me convencesse. Acho que soa "tão limpo" e bonito que parece artificial, rs. Mas isto não é impedimento para usa-las!

    A coisa muda um pouco quanto o assunto é a gravação de instrumentos harmônicos. O contrabaixo é o mais feliz da história! Deve ser pelo fato dos melhores sons de contrabaixo serem tirados gravando-se em linha e fazendo microfonação próxima ao amplificador.

    Hoje, para se gravar o baixo é só passa-lo por um pré de qualidade e gravar a faixa. Depois de gravada, duplique-a, escolha um simulador de amplificação e caixa, experimente na música e misture as duas faixas ao seu gosto. Fica lindo! (Estou pensando seriamente nunca mais levar amplificadores para o palco, rs)

    As guitarras também estão bem evoluídas quanto à simulação. Acredito que deve-se pelo fato de já estarmos acostumados com o som nada natural do instrumento. Distorção, delays, fxs não são o timbre original da guitarra.

    Os teclados, na maioria das vezes, são gravados em linha. Use um pré, "espete"  uma simulação de caixa na faixa e vai ter aquele sonzão!

    Muitas empresas de simulação oferecem diversas soluções. Amplifarm, amplitube, vandal, Mellowmuse, Kuassa e Studio Devil e GT3 são alguns dos inúmeros simuladores de amplificação para instrumentos harmônicos.

    Qual usar? Um que não pese na sua DAW e tenha um som satisfatório. No final das contas o que faz a música ser boa ou não é o arranjo e a interpretação. Não o sonzão! Se você tirou um som satisfatório com um simulador que use poucos recursos, fique com ele. Sua DAW irá gravar com mais qualidade. (veja o post sobre jitter).

    Eu estou gostando bastante do Vandal. É leve e trabalha absolutamente por convolução. Todos os efeitos, caixas, amplis foram "sugados" dos originais!

    Gosto de usar um pré valvulado (hardware) antes de processar o sinal. Outra coisa que ainda não me convence é um simulador para pré-amplificador! rs

    Abs

    quarta-feira, 14 de abril de 2010

    Utilidade bacana para o ipad #audio

    Esta aqui é uma utilidade bacana para o ipad, controlar sua DAW!
    Alguém aí tem um ipad? rs
    Imagina poder ficar confortavelmente assentado e com todos os controles em seu colo! Eita vida boa!

    A imagem fala mais do que qualquer texto!

    quarta-feira, 31 de março de 2010

    Que plugins instalar em sua DAW

    O melhor plugin é aquele que vc domina! Esta afirmação está 75% correta. Explico: Existem plugins de áudio que se destacam dos outros. Seja pela sua simplicidade, seja pela qualidade de som ou seja pelo o que propõe, por isto, não adianta dominar um plugin meia boca! rs

    Instalar um trilhão de plugins em sua DAW é muito ruim. Fica pesada, cheia de bugs, menus gigantes e na maioria das vezes só se usa os mesmos.

    Então quais instalar?

    Aqui vai minha opinião pessoal:

    Uso Nuendo versão 4. Os plugins vst3 que vêm nele são realmente um "estado da arte"! Soam maravilhosamente bem e cumpre o que prometem. Mas não vivo sem outros 3 pacotes. O melodyne pluguin, que é para afinação de voz e instrumentos solistas, o Sony oxford (Eq, inflator e transmod); e um pacote de amplificação. O que eu estou usando e adorando ultimamente é o Magix Vandal Guitar, leve e bom!
    Háaaa, quase ia me esquecendo de pluguins de medição do Roger Nichols.

    É isto aí!


    Abraços

    quinta-feira, 25 de março de 2010

    Audição Crítica - O blog da produção musical

    Se você não tem tempo para filtrar todo o conhecimento sobre áudio profissional que existe na internet (palavras dele), recomendo veementemente fazer o curso de produção musical de Dennis Zasnicoff. http://www.audicaocritica.com.br/

    quarta-feira, 24 de março de 2010

    Produção musical, realmente é necessária?

    A 13 anos atrás, não façam as contas (rs), quando entrei pela primeira vez para gravar num estúdio profissional, tinha certeza absoluta que a música gravada seria mais bonita e com mais emoção comparada com o ensaio.

    Cheguei a dizer: A banda está super fincada (ensaiada) e se os ensaios já são ótimos, imagine a gravação!

    Quebrei a cara! rs


    A gravação soou como uma demo ensaio, destas que fazemos em qualquer estúdio.

    Pense comigo. Na atualidade, TODOS os estúdios são capazes de gravar em qualidade de CD. Os equipamentos ficaram acessíveis e o CONHECIMENTO difundiu-se!

    A única coisa que realmente diferencia uma gravação profissional de uma demo-ensaio é a pré-produção.


    Alguns mais exaltados irão falar que isto é bobagem. Mas, pensem comigo novamente. O que faz a música ser boa ou ruim é o ARRANJO não é o "sonzão"! Duvida? Vá escutar qualquer disco do Johnny Allen Hendrix (Jimi).
    Se pensar em gravar tem que fazer o melhor possível e com um preço pagável! Não dá para gastar 15 milhões de dólares igual ao Axl Rose e fazer aquele fiasco de disco, rsrsrs

    Nesta sistemática, a pré-produção é mais importante do que a própria gravação! É um conhecimento que se leva para os shows, para as próximas músicas e para vida. A banda amadurece musicalmente e tecnicamente. Nunca ouviu dizerem por estes "estúdios da vida" que a gravação faz o músico amadurecer (que lapida o artista?)? Que tal amadurecer com alguém que te guie pelos caminhos áridos do áudio profissional? Bem melhor, correto?

    E, gravar com perfeição, afinação, execução e emoção, é difícil pra daná! Na pré-produção ameniza-se estas dificuldades.

    Conselho de amigo: Não entre num estúdio sem produtor! Michael Jackson tinha produtor, Madona tem produtor, Skunk tem produtor, banda calypso (eca,rs) tem produtor, etc.

    Pense sobre isto!

    Logística ou caminho feliz para gravação de uma música

    Gravar é uma ciência complicada. Se todas as gravações consistissem em apenas colocar todos para tocar num quarto e apertar o botão REC, não teríamos tantas obras espetaculares.

    Abaixo, especificarei alguns passos para uma gravação de qualidade.




    Pré-produção - Esta é a fase mais demorada e mais crucial de todas! Embora seja bastante subestimada. Neste momento as ideias e experimentações são muito bem vindas. Para se ter ideia do tempo em que se gasta, a banda Metalica na produção do Black Album, gastou sete meses com a pré-produção. Nela se trabalha:

    • Voz - melodia, métrica, afinação, letra e interpretação;
    • Baixo e bateria (cozinha) - groove, convenções, arranjo, solos, viradas e dinâmica;
    • Instrumentos com função  harmônica (guitarra, baixo, piano, violão, etc) -  harmonia, ritmo, intervenções, efeitos, pausas, dobras, solos e dinâmica.
    • Instrumentos solistas (guitarra, baixo, piano, teclados, sax, flauta, violino, etc) -  mesmas questões trabalhadas nos instrumentos harmônicos.

    Gravação - Depois de tudo certo na pré-produção, realizar-se-á a gravação. Cada músico saberá exatamente o que irá fazer. As dúvidas e inseguranças serão minimizadas, potencializando assim a interpretação. Nesta fase terão de ser evitadas as experimentações. O taxímetro do estúdio está correndo em bandeira 2! rs O tempo gasto depende da quantidade de músicas gravadas, a quantidade de "dobras" e da performance do artista.

    Edição - Depois da gravação ser feita, será realizada a primeira "limpeza" e "concertos" no material gravado. Nesta fase, o engenheiro de áudio, gastará em média 3 horas, dependendo da quantidade ajustes.
    • sincronizar o áudio;
    • acertar pequenos erros de execução;
    • afinar a voz e instrumentos solistas, caso precise;
    • escolher dobras de instrumento;
    • aplicar alguns efeitos.
    Mixagem - Subdivide-se em duas. Mixagem estática e automação.

    Na mixagem estática, o engenheiro de áudio costuma gastar 2 horas para ser feita. Nela se faz:
    • Equalização;
    • Panorama; (em que lado esta guitarra vai ficar?)
    • Retirar impurezas;
    • Fazer correções de dinâmica;
    • Adicionar alguns efeitos.

    Automação - Demora dias para ser feita! O egenheiro de áudio escutara a mix em vários ambientes e sistemas diferentes, trabalhará em média 2 horas por dia. Esta fase é demorada pois o engenheiro tem que estar com o "ouvido limpo", trabalhando em outro dia, com o intuito de fazer julgamentos corretos.

    Nela se faz:
    • Destacar pontos importantes;
    • Encobrir pontos fracos;
    • Entrada e saída de efeitos;
    • Ajustes finais;

    Masterização - Nesta fase, o engenheiro de masterização, numa sala apropriada, com equipamentos apropriados, fará a música soar mais nítida e mais "viva"!
    Esta fase é muito importante também, de preferência realizada quando todas as músicas do álbum estiverem mixadas. É feito assim, para soarem como parte de um único trabalho.
    Nela se faz:

    • Fade in;
    • fade out;
    • retirar impurezas;
    • cortar frequências indesejáveis;
    • dispor as músicas no disco;
    • compressão moderada;
    • reverb de master;

    É isto aí! Muita coisa né? rs
    Abraços

    sexta-feira, 19 de março de 2010

    Adapt - Adaptador VST para RTAS

    Para quem usa Pro tools, mas adora os plugins VST, aqui está um adaptador criado pela famosa empresa FXpansion.
    Seguindo descrição, funciona tanto para VSTs e VSTIs.
    BAIXAR DEMO

    Sansamp e Noamp - simulação de amplificadores

    Um de meus maiores arrependimentos musicais foi ter vendido meu pedal Sansamp GT2 da Tec 21! O som convencia! Você podia "espetar" seu instrumento diretamente na mesa e já saía aquele "sonzão"!

    Zapeando pela net, encontrei seu simulacro VST, feito pela Mokafix Audio, ele é fantástico. Tanto no visual, que é de muito bom gosto, tanto pelo som. Realmente convence. E o melhor, é 0800! Já testei e estou usando!
    BAIXAR

    quinta-feira, 18 de março de 2010

    Memorial Zippados

    Estou meio saudoso estes tempos! rs
    Resolvi fazer um memorial para o Zippados.
    Bastante singelo é claro, para uma experiência de oito anos que me trouxe grandes emoções. Em sua maioria, boas recordações.

    O Zippados era banda de rock, formado originalmente por Gustavo Ziller (vocal e guitarra), Gambá (baterista), De lucca (Guitarra) e eu (baixo).

    Este é o primeiro trabalho, nominado Descendo as Montanhas. BAIXAR

    1. Intro (Ricardo Cheib e Serginho Silva)
    2. Descendo as Montanhas (Zippados)
    3. Nosso Lar (Zippados)
    4. Zé do Cânhamo (Zippados)
    5. Cabeça de Manga (Zippados)
    6. Para Lennon e MacCartney (Lô Borges, Márcio Borges e Fernando Brant)
    7. Botafora (Zippados)
    8. O Destino não Tem Tino (Zippados)
    9. Bola de Neve (Franklin Valadares e Zippados)
    10. A Profecia (Zippados)
    11. Eu Quero (Zippados)
    12. Eu Você (Zippados)
    O segundo disco dos Zippados, nunca chegou a ser divulgado. A formação era, Ziller, Gambá, eu e Alyson Zuin (guitarra). BAIXAR



    O terceiro disco, chamado Zippados, também possuía outra formação. Ziller, eu, Gambá e Bruno Couto (guitarra). BAIXAR

    1. Pros de Cá (Christofer e Ziller)
    2. Nosso Lar (Christofer e Ziller)
    3. Capacidade (Ziller)
    4. Fala (Christofer, Ziller, Gamba e Bruno)
    5. Nabuce (Christofer, Ziller, Gambá, Bruno, Marku Ribas  e Jongui)
    6. Pros de Lá (Christofer, Ziller, Gamba e Bruno)
    7. Papelão (Ziller e Gambá)
    8. Pivete (Christofer, Ziller e Gambá)
    9. Pé Vermelho (Christofer, Ziller, Gamba e Bruno)
    10. Laboratório (Ziller, Gamba e Jongui)
    Aqui está o clip da música "Fala". Fui eu quem gravou o baixo, mas já havia saído da banda na época em que este vídeo foi feito.


    Em outro post contarei um pouco mais da história dos Zippados. 

    quarta-feira, 17 de março de 2010

    Decodificador mid-side

    Outro dia estava procurando um decodificador mid-side. Com ele, transformamos o sinal m-s em sinal L e R. A microfonação mid/side é muito bacana, pois com ela tem-se o som impactante de um microfone central (cardioide) e a espacialidade de um microfone bi-direcional.
    E o melhor de tudo, é de graça! (0800)
    Clique aqui para baixar.

    terça-feira, 16 de março de 2010

    Metrônomo online

    Zapeando pelo google, achei este simpático metrônomo online. Clique na imagem para acessar.

    segunda-feira, 15 de março de 2010

    Simular ou não simular, eis a questão!

    O fato é: hoje simulamos quase tudo! A simulação vai desde um efeito básico de over drive para a guitarra até as estações de trabalho de áudio mais completas (as DAWs, como pro tools e nuendo, entre outras coisas, simulam uma mesa analógica de áudio).
    O que está mais em voga atualmente é a simulação de equipamentos consagrados, tais quais amplificadores, instrumentos, periféricos e efeitos.
    Parece que a tecnologia musical chegou a determinado limite que só o que se faz e relançar equipamentos antigos em formato de plugins.

    Sobre este assunto existem alguns questionamentos. E todos são muito subjetivos!

    Usar um baixo virtual e programa-lo via MIDI seria zombar do ouvinte que acha ter sido um humano que o tocou? (em que pese o fato de ter sido um humano que o programou)

    Programar uma bateria eletrônica, com a execução impecável e humanizada, é enganar o ouvinte, fazendo ele crer se tratar de um baterista excelente?

    E se tratando de simulações de periféricos, qual é melhor? O reverb de hardware ou seu simulacro plugin?

    E aquele amplificador de guitarra em plugin? Suas características sonoras são fiéis ao seu modelo original em hardware?

    Como sabe, outras milhares de perguntas se desdobram desta.

    Nosso posicionamento quanto a simulação é a seguinte.

    Se você tem o amplificador adequado, os efeitos que quer usar, os cabos adequados, o microfone adequando, o instrumento adequado, a microfonação adequada, a sala adequada e a energia adequada, não ouse usar um simulacro em plugin. A mínima variação de tensão, de desgaste do equipamento e da sala irão conferir uma sonoridade única ao seu timbre.

    Infelizmente não é nossa realidade. Amplificadores, instrumentos, cabos, estúdios (sala), periféricos e efeitos são caríssimos. Claro que eu gostaria de gravar com um pré-amplificador que o Quincy Jones usou no disco Dangerous do Michael Jackson. Mas ele já deve ter saído de linha, é muito caro e é inacessível para mim.

    ERA inacessível! Com a sua simulação em plugin posso usar e abusar de seu som sem ter adquirido o hardware. E tem mais, aposto que o próprio Quincy Jones não distinguiria o som "verdadeiro" do seu correspondente em plugin.

    Repito aqui uma colocação do engenheiro de Áudio, Fábio Henriques: porque exaltar somente o engenheiro que criou o hardware? O engenheiro que fez o plugin também não é engenheiro? (não foi bem assim que ele disse, mas a ideia é esta)

    O outro lado da moeda é a simulação de instrumentos "orgânicos". Nela, temos que ser mais prudentes em respeito aos ouvintes, pois os instrumentos virtuais "enganam" a maioria e, eu me incluo nesta maioria.

    São muito úteis na confecção de jingles e na pré-produção, pois aceleram e barateiam bastante o processo.

    É claro que quando a composição é inviabilizada por conta de falta de recursos financeiros, um simulacro cai bem, pois o que importa no final é a musica. 



    Quando a música é eletrônica, sempre existe simulação, então não há que se falar em desrespeito ao ouvinte.

    O bacana nisto tudo é o fato de atualmente termos recursos técnicos para eternizar uma ideia musical, coisa que só era possível aos apadrinhados das gravadoras. Frisa-se que sempre irá existir a apresentação ao vivo, nesta hora, não há plugin que de jeito numa banda ruim! rs

    Por fim, antes de torcer o nariz para uma simulação, veja se o bolso de quem a fez está abastado ou simplesmente lembre-se que o pedal que você usa pode estar simulando o som de uma válvula, rsrsrs

    Em última análise, colocar um CD para tocar em seu som não e nada mais que a simulação da banda tocando, correto?  hehehehehe

    Abraços!

    sexta-feira, 12 de março de 2010

    O DJ só aperta play, ou não!

    Uma antiga discussão sobre tocar covers me fez pensar em algo.
    A maioria dos DJ tocam músicas dos outros. Isso não seria tocar cover? E qual o problema nisso? rs

    Bom, polêmicas a parte, separemos o joio do trigo.
    Nesta seara, há três personagens. O DJ produtor, o DJ e o colocador de música.

    O Dj produtor, além de colocar as músicas de outras pessoas (covers?) ele toca músicas de sua autoria. Em que pese o fato dos intrumentos virtuais não desafinarem, tocarem sempre no tempo e a execução ser sempre impecável, há uma observação a ser feita. Qualquer DJ produtor têm acesso a estes recursos.
     
    Sendo assim, o bom DJ produtor é aquele que consegue criar música que esteja imbuída de arte. O DJ produtor também possui intimidade com os recursos de filtragem, edição e coloração da engenharia do Áudio.

    O DJ, coloca basicamente composições de terceiros. Mas isso não é tão simples assim. Ele tem que ter "timing", saber fazer transições impecáveis, conhecer muita música, ter acervo, sentir o respaldo dos ouvintes, saber usar filtros e efeitos com parcimônia.


    O colocador de música,  vemos muito por aí! Está lá para se divertir, auferir algum dinheiro ou se promover/aparecer. Não tem a mínima noção de equalização, não se preocupa (ou não sabe) em saber se o som está "rachando" ou se está com a equalização precária. Coloca as músicas, sem se preocupar com uma sequência lógica/subjetiva. Nunca procurou estudar nada. Ora, convenhamos, qualquer um sabe operar o som de sua casa, não é?

    E então, qual DJ vc é? Eu, na condição de DJ, seria um "colocador de música", rs Estaria mais preocupado em me divertir do que em saber se estou fazendo um bom TRABALHO.

    Finalizando, têm DJs e DJs!

    quinta-feira, 11 de março de 2010

    Outro post sobre inspiração

    O post inaugural do Blog Minério foi sobre inspiração, entretanto, esqueci de falar algo que faço a muito tempo e considero importante.
    Friso que funciona para mim, se achar bacana a ideia, ótimo, se não gostar, ruim! rsrsrsrs

    Todas os artistas/bandas passam por um momento em que a inspiração para compor está em baixa. Seja porque dedica muito tempo ao arranjo das músicas existentes, seja por cansaço físico/emocional ou seja por falta de emoções fortes. (Muitas músicas nascem de alguma coisa ruim/boa que acontece com o compositor, correto?)

    (Outra justa alegação para a falta de inspiração/criatividade e a falta de tempo. Quanto a falta de tempo, sempre brinco com um amigo meu que é empresário e diz nunca ter tempo para nada. - Éeeee amigo, se fosse para sair com uma mulher gata ou para ir buscar uma grana preta uns 40 km daqui, com certeza você arranjaria tempo, não é?) rssrsrs

    E neste meio tempo de falta de inspiração? O que fazer? Agora lá vem o Christofer falando o óbvio novamente, putz, este cara é o Sr. Ovo de Colombo! rsrs

    Quando estou na "calmaria" criativa, nunca deixo de estudar/praticar música, escutar outras bandas, conversar com as pessoas e me "nutrir" de ambientes situações e oportunidades. E sabe porque? Porque a ideia surge! E se ela for maior do que sua capacidade de execução? Aí mora o problema.

    Diversas vezes tive ideias no transito, e as gravei (cantarolei) no celular. Quando cheguei em casa, estava com a voz e dedos tão duros por falta de estudo que sua execução não me convenceu. Joguei a musica fora e a esqueci.

    Ora, mas não era uma ideia fantástica que tinha aparecido dentro do carro? O que aconteceu com aquele momento artístico? Ele foi sabotado pela falta de capacidade de convertê-lo em linguagem.

    Somos músicos, os músicos se comunicam com o mundo exterior com os intrumentos/voz. Então, nada mais prudente que mantermos nossos "faladores" em estado de prontidão.

    Vai que aquela ideia que vc teve dentro do banheiro é uma obra de arte?! (não é aquela que está no vaso não, viu? rs)

    PS - gravadores sempre a postos!

    Abraços

    quarta-feira, 10 de março de 2010

    Compilação Áudio de Pegada


    Tem alguma dúvida sobre áudio profissional?
    Confira este excelente ebook elaborado pelos colaboradores do blog Pegada.

    Clique aqui para baixar

    Interpretação musical

    Sempre admirei os intérpretes. Eles passam uma mensagem subliminar de sentimento a um desconhecido e este, por sua vez, a compreende. Isto se o intérprete for bom! rs

    Todos os artistas são intérpretes, seja naturalmente (dom) ou seja por força de muito trabalho.
    Entretanto, diversas vezes me perguntava o que é a interpretação musical? Surgiam aquelas respostas básicas: tocar/cantar com o coração ou com a alma, se entregar, passar o sentimento. As vezes, estas respostas me soavam como novas perguntas! rs

    Conferindo na nossa amiga Wikipedia a coisa se complicou mais ainda! rs "Interpretação é uma acção que consiste em estabelecer, simultânea ou consecutivamente,comunicação verbal ou não verbal entre duas entidades que não usem o mesmo código".

    Mas a pergunta de "COMO SE FAZ UMA BOA INTERPRETAÇÃO" ainda não fora respondida!

    Bom, sabemos que interpretar bem é passar uma mensagem sentimental de amor, ódio, indiferença, alegria, tristeza, animação, desânimo, etc.
    Para exemplificar, imaginemos uma música que versa sobre amor. Imagine cantarmos cada estrofe da música esbanjando amor em cada palavra! Pode ser uma maneira, mas acredito que ficará bastante forçado e massante.

    Depois de algumas tentativas e erros cheguei a um truque bacana. Mesmo que o tema da música seja amor, cada estrofe/palavra colocava uma "pitada" de outros sentimentos que acreditava ser mais pertinente. Por exemplo, na introdução era um pouco mais melancólico, o primeiro verso era um pouco mais animador, o refrão era comedido, no segundo verso era mais animado, o terceiro verso era sereno, o segundo refrão era feliz. (este exemplo é muito genérico e eu não possuo músicas que falem de amor, nada contra, apenas opção pessoal).

    Acho esta técnica muito útil para as pessoas que interpretam de acordo com seu estado de espírito, assim como eu! O público pagante não quer saber se brigou com a namorada ou se está com dor de barriga, se a musica for FELIZ, ele quer sentir isto do intérprete e acreditar que realmente o músico está feliz!

    Entretanto, se a música for FELIZ O TEMPO INTEIRO NÃO TERÁ PARA ONDE ELA SUBIR! UMA MÚSICA QUE FICA SEMPRE NO MESMO LUGAR NÃO TE LEVA PARA LUGAR NENHUM E PODE ACABAR FICANDO MUITO DESAGRADÁVEL, já se aborreceu? Eu sim! rs

    É também muito útil para o início da apresentação, onde o nervosismo costuma aparecer e a ambientação ainda não se concretizou.

    E, é útil para a música ficar coerente. Ora, fazemos o arranjo, a letra, a harmonia, por que a interpretação ficará de fora?

    Pense comigo, quantos shows que você já viu que a letra era feliz mas estavam todos os músicos com "cara de dor de barriga"? rsrs

    Isto aí, para os desafortunados que assim como eu não são intérpretes natos, nos resta apenas ralar! Vamos trabalhar as interpretações!

    segunda-feira, 8 de março de 2010

    Erros de Prosódia na letra/melodia


    Lembra daquelas aulas de português sobre prosódia? Então, ela servirá para música cantada em "brasileiro"! rs
    Segundo nossa amiga wikipedia a prosódia "é o estudo do ritmo, entonação e demais atributos correlatos na fala.".

    Usar a variação da prosódia fazendo o ouvinte saber que foi intencional é uma coisa. Agora, deixar "passar batido" pode causar a famosa "dor de dentes nos ouvidos"! rsrs


    Uma das maneiras de deixar a variação de prosódia intencional é a repetição, reparem nesta música do Chico Science & Nação Zumbi com o Gil, "Macô"!

    Clique aqui: (ô meniÁ, ô meniÁ, ô meninÁ, ooooooo)

    Bem bacana a repetição. O ouvinte tem certeza que foi artisticamente intencional.

    E agora ouça esta, do Ivan, que diz assim,
    clique aqui: (Nosso amor é umÁ vereda).

    Claro que este exemplo do Ivan é bem "light". Caso o cantor não interprete de maneira que o ouvinte perceba a variação de prosódia intencional, soará como se a palavra fora colocada forçosamente (erro? desleixo? não percebeu?) na melodia ou na métrica melódica.

    É isto aí,
    concorda ou "semcorda"? rsrs

    quinta-feira, 4 de março de 2010

    RECEPTOR 2 - Vst e VstI "a rodo"!


    "Papai Noel, eu fui um bom menino, por favor, envie-me agora um Receptor!!!"

    Meu novo sonho de consumo chama-se Receptor, e você pode ter um pela bagatela de 1.600 doletas! Imagine um computador dedicado, só para plugins vst e vsti que enquanto faz todo o trabalho a sua DAW roda levinha! É isto que promete o Receptor.
    Já pensou, não ter que levar toneladas de equipamentos analógicos? Sempre que precisar de mais um compressor para aquele canal, ele estará a um clique de distância? Se o som da caixa está horrível, poderá ser substituído ao vivo por um sampler com confiabilidade? Bacana demais! As possibilidades são infinitas!

    Não testei e nunca vi funcionando, se alguém já viu/ouviu, compartilhe suas experiências.

    Para saber mais do "brinquedo", clique aqui...

    quarta-feira, 3 de março de 2010

    Oxford inflator - O plugin do sonzão

    É temerário falar de algo que não compreende bem, mas este é o caso, e vou valar assim mesmo! rs
    O oxford inflator é um pluguin que faz as coisas terem um sonzão.
    É um excitador harmônico, mas não soa como um!
    É um maximizer (valeu Edu Curi), mas não "achata" o som.
    Até na explicação do seu "garoto propaganda" ele só fala: "the sound good plugin" e não explica direito seu funcionamento.
    No manual dele tem explicando direito seu funcionamento? Não!! Excitador de hamônicos tais e tais! Mas não soa assim!! rs rs
    É um mistério!
    Mas, faz o que promete. Deixa as coisas com um sonzão!
    Cuidado, use com parcimônia! Se colocar em todos os tracks irá ficar uma emboleira só!
    A "cara" do pluguin, comparada com os atuais, parece com algo feito no Paint! Mas não se iluda, o que ele faz é excepcional!
    Para saber mais sobre este plugin, clique aqui.
    Aqui está a demonstração do plugin, clique aqui.

    terça-feira, 2 de março de 2010

    Melodyne DNA Direct note access


    O novo santo Graal no mundo do áudio e o Melodyne Editor. Pela bagatela de $250,oo dolares, vc irá possuir o seguinte.

    Afinar e colocar no tempo absolutamente tudo! Isso mesmo, até arquivos polifônicos.
    Um exemplo. Toque o ACORDE sol no seu violão e grave. Quer transforma-lo em fá com sétima menor? Não há problema, vá no melodyne DNA "estique e puxe" que ele mudara!

    Imagine você mudar a melodia de um cantor da maneira que bem entender! Deveríamos já criar um conselho de ética! rs

    O lançamento foi no final de 2009. Ainda não usei o melodyne editor, mas uso muito o melodyne plugin. Não trabalho mais sem ele.
    Quando eu "adquirir" o Melodine Editor, deixarei aqui algumas impressões.
    Para saber mais, clique aqui.
    abraços

    sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

    Jitter na interface de audio


    Segundo a Wikipédia, Jitter é uma variação estatística do retardo na entrega de dados em uma rede, ou seja, pode ser definida como a medida de variação do atraso entre os pacotes sucessivos de dados. Observa-se ainda que, uma variação de atraso elevada produz uma recepção não regular dos pacotes.

    Trazendo para o enfoque musica, quando uma interface de áudio converte audio elétrico em digital, faz isto por meio de amostras nominadas (sample rates). Um conversor ideal teria que fazer amostras sempre no tempo determinado.
    Entretanto, não é isso que acontece. A interface não faz amostras corretas tanto na quantidade por segundo e nem no tempo entra cada.

    Resumindo mais ainda. Quando uma interface têm Jitter elevado, ela não grava com qualidade!

    Isto é mais um motivo pelo qual uma placa Sound Blaster custa determinado preço e um Digi custa 10 vezes mais! As duas em tese não convertem sinais elétricos em digitais? Sim. Mas uma faz de forma mais regular que a outra.

    Uma placa (custo benefício) que diz ter Jitter bem baixo é a Focusrite Saffire pro 40, só testando para saber!

    Resenha, Bertola e os Noctivagos

    Ontem, dia 25 de fevereiro, recebi do Bertola seu trabalho autoral nominado "Bertola e os Noctivagos - O lodo da mente".
    Hoje, dia 26 de fevereiro, quando fui para o trabalho coloquei-o para tocar no som do carro.

    Automaticamente me transportei para o bar A Obra e, portando uma long-neck! Frisa-se que adoro estar na Obra com uma long-neck na mão! rs

    As letras são substanciais. A faixa "O grande monstro" veio muito a calhar pois me encontrava num engarrafamento horrível! Logo depois, o "Jonhy Kamikaze" despertou "nosso" lado destrutivo! Ora, quem nunca teve vontade de andar na contra mão e mandar os covardes saírem da frente! Isto é absolutamente normal em todos nós! RS

    Também, quem não ficou indignado com aquele pessoa bela e indiferente?

    Quanto ao instrumental, a banda é bastante amadurecida. Permeia o rock cru, blues e o hard rock.

    Ao final, adoooooro Helena! Para entender, tem de escutar! rs

    quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

    Exemplos de impulsos de reverb (convolução)

    Que som teria determinada sala? Este vídeo é bastante bacana para testar os impulsos do reverb SIR2 um ótimo reverb de convolução.

    video

    quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

    "Vamo chegar aqui pra perto do palco galera!!!"


    Uma pequena história verídica.

    Já tem um tempo que fui num bar/casa de shows em Belo Horizonte. Não procurei informar-me sobre quem iria tocar pois estava querendo apenas beber com os amigos.

    Neste dia, tocou uma cantora (conhecida), violão e voz. No meio de sua apresentação, ao perceber que ninguém estava prestando atenção no que cantava, começou a berrar ao microfone e ao final, jogou-o ao chão!

    Aquilo chamou a atenção do público, todos haviam parado de conversar (pois desfrutavam da música apenas como "tema de fundo") e ficaram olhando para ela com cara de terror e indignação.

    No final, conversei com ela. Disse que era normal, pois a maioria do publico não havia vindo pelo artista (assim como eu), que estavam querendo apenas beber e conversar.
    Incisivamente ela respondeu: PÚBLICO BURRO!

    O público era burro? Por que? E se eu gostasse de rock pesado? E se eu estivesse só querendo paquerar? Discordo dela.

    Muitas vezes presencio o vocalista de uma banda chamando o público para chegar perto do palco. Não me sinto bem por esta situação por dois motivos, a uma, se estou em determinado lugar é porque estou gostando de ficar lá (rs), a duas, 99% das vezes que o vocalista chama o público para chegar perto do palco, todos se entreolham e fica uma situação super desconfortável.

    Quando a música cativa, não precisa chamar ninguém para chegar perto do palco. Quando o som impressiona, até quem está tocando voz e violão na hora do almoço num restaurante arranca palmas.

    Trocando em miúdos, o que quero dizer é: Se o público está longe do palco, é porque o som está muito ruim! A coisa mais bonita de se ver é a galera chegar e agitar porque a música agrada!

    É bom aproveitar o início do show, quando as pessoas normalmente estão mais distantes, para criar alguma ambientação para a "pancada" que virá.

    CLARO QUE ISSO NÃO É REGRA, se funciona com você, sinta-se feliz de ter um chamado cativante!!! Continue fazendo! Mas, eu nunca vi funcionando.

    Então, fica a dica, não como produtor musical mas sim, como público! Deixe-me no meu canto tomando cerveja, se a música for boa, vou correndo para a frente do palco! rsrs

    sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

    Os comentários são as palmas e as vaias para o blogueiro.


    Olá queridos leitores. Este post aqui é para mendigar, rs

    O motivo pelo qual escrevo é para reforçar, mudar e receber opiniões. Se você leu o texto inteiro, deixe sua impressão. Mesmo que seja para falar "Não concordo" ou "Post lido" rs!


    Só com a opinião de vocês consigo obter o reforço a mudança e o recebimento de aprendizado.

    Então, se lê meus posts, opine lá! Até mesmo como "anônimo" (habilitei o modo de postagem anônima), rs
    São seus comentários que irão me fazer escrever mais! Muitas vezes escuto alguém dizer que sempre lê os posts! Então assina láaa! rsrs

    Háaaa, se quer que eu não escreva mais, não coloque nada! hihihiihhi


    Obrigadoooooo!

    Tocar é legal mas escutar é melhor ainda.

    Compartilho esta ideia para reforça-la e trocar experiências. Não sou o dono da razão e nem quero ser. (Em que pese o fato de minha mulher sempre repetir isto, rsrsrs)

    Escrevo para as pessoas que assim como eu, têm a música como profissão. Não como hobby. Quem é profissional da música quer ter público, respaldo, remuneração, respeito e perenidade. E para ter isso tudo, a música tem de ser boa! Friso que já toquei muito alto, com tudo saturando e embolado e quando escuto as gravações que executava com tanto prazer, percebo a grande porcaria que era! rs


    A música, assim como um texto, possui um emissor e um receptor. O musico está para o escritor (emissor) assim como o ouvinte está para o leitor (receptor).

    Acredito que seja pelo prazer do "ato de tocar" um instrumento que muitas vezes atropelamos o bom senso. Quantas vezes vivenciamos esta situação? Num lugar apertado, com a acústica horrível, o equipamento meia boca, tudo saturando e o vocalista "esgoelando" para ser ouvido, todos insistem em tocar mais forte, mais alto, mais notas, mais atitude, mais "mascadas" de notas e mais embolação!

    Bom, independente da qualidade do texto (ou música) é MUITO RUIM LER TUDO EM CAIXA ALTA POIS A VISTA CANSA E COM O TEMPO O QUE ERA PARA SER UM EXPERIÊNCIA BACANA TORNA-SE ALGO INSUPORTÁVEL DE PRESENCIAR PRINCIPALMENTE SE JUNTA O FATO DO TEXTO NÃO TER PONTUAÇÃO E NENHUM CLIMA E NENHUM PARÁGRAFO SER SEMPRE UMA COISA ALTA EXTENSA E ETC ETC ETC! Cansou? Acho que sim, rs

    O que dá alma à musica são suas nuances, caso contrário o barulho de uma moto-serra seria música! (alguns vão dizer que é musica, rs)

    Com isto, em respeito ao público que pagou para escutar (ou apenas foi "prestigiar" a banda que está tocando), no momento em que executar-mos a música, seria prudente nos colocarmos na condição de OUVINTE , pois assim saberemos lidar com as dificuldades de sonorização e acústica.

    Ora, se o lugar embola as baixas frequências, retire os graves dos amplificadores (acredite nisto, funciona!) Se o lugar embola se tocar alto, abaixe consideravelmente o volume (óbvio não é? rs). (O baterista de rock terá que fazer força apenas no rosto, rs). Se as coisas já estão meia boca, vamos caprichar na execução. Se não dá para escutar nada, pense em tocar bem baixo para o vocalista (que passa a mensagem) ser ouvido! Passamos de "músicos executores" para "músicos ouvintes".

    Na condição de "músicos ouvintes" a interpretação é sempre melhor, mais sincera e principalmente mais audível!

    Finalmente, claro que tudo isso se adquire com o tempo e com a prática, mas é bom termos em mente que se você não está gostando de escutar o som (diferente de estar tocando), muito provavelmente o público também irá gostar.

    Tá aí. Falei o óbvio. Mas é só para reforçar! rs

    Abraços!

    quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

    Desabafo pessimista de um músico. Liguei o f***-se!

    Atualmente, no meio musical, fala-se muito em "novo modelo" para produção e divulgação musical.
    Os fatos são. As indústrias fonográficas (e o setor privado também não!) não investem mais, a produção musical é cara e envolve diversos setores e profissionais, existe uma imensa oferta de música e ninguém quer pagar mais para ter o trabalho do artista.

    Neste contexto, não há ninguém mais para bancar o artista enquanto sua música não da retorno financeiro. (Creio que esta alegação de alguém bancar o artista para ele produzir música irá assustar a nova safra de músicos). A uma, musica gravada não dá mais retorno financeiro e, a duas, por não terem nada gravado não tem como divulgar o seu trabalho. Circulo vicioso maldito!

    Por incrível que pareça (rs) os músicos pagam contas de água, luz, telefone, gás, escola dos filhos, supermercado, aluguel, prestações diversas, sem contar as contas de manutenção periódica dos instrumentos, períodos de ensaios, período de gravações, horas de produtor musical, transporte e alimentação para Shows (Os infelizmente necessários "Shows de investimentos" ou os famosas apresentações nominadas "Pagar pra tocar").
    Lí por aí que a música deixou de ser um produto e virou um serviço. Concordo com esta frase e faço parte da turma que fica repetindo-a por aí!


    Então a solução é dar Shows? Sendo assim, há algum músico INDEPENDENTE por aí que consegue se bancar apenas com os shows de sua música AUTORAL? Gostaria de te conhecer e perguntar como consegue!

    Então, até que ponto iremos aguentar bancar com nosso sofrido dinheiro conseguido por meios estranhos a arte para financiar nosso sonho? Será este o único caminho? Não sei responder a estas perguntas. Mas as faço devido a minha situação.

    Sou advogado, minha mulher está grávida e pago inúmeras contas (como diversas outras pessoas). No decorrer de muitos anos consegui adquirir equipamentos de gravação e monitoração. Com muita dificuldade fiz o tratamento acústico de um quarto, onde produzo bandas e a mim. Não paro de comprar livros e faço cursos de áudio regularmente. Me considero AFORTUNADO por ter condições de realizar minhas gravações e ter esta pequena infra-estrutura de produção.

    E quem não têm??????? A música destas pessoas irá morrer por falta de investimento?????? Isto é uma coisa horrível!!!!!!!

    Por conta disto, em alguns momentos desanimo de ser músico. Para expurgar este sentimento, finjo que sou doido (rs), penso em outras coisas e coloco em minha cabeça que o problema não é comigo!
    É assim que vou seguindo com meu sonho! Neste meio tempo, continuo investindo, tocando e praticando.

    E sabe porque faço estas coisas? Acredito que algumas pessoas irão vencer esta maldita fase de transição artístico/musical que já dura uns 15 anos! E não quero chegar a velhice e falar para o meu filho, JÁ FUI BOM NISSO!!! Irei morrer tentando. E tenho certeza que se você leu até aqui, compartilha deste sentimento!

    Merda para nós!

    segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

    Prévias Grito Rock Matriz

    Impressões pessoas sobre as prévias do Grito Rock no Matriz.
    As fotos estão ruins, mas as bandas são ótimas! rs

    Capim Seco

    Banda de samba/mpb com o som bastante amadurecido. Desde o primeiro momento fez a platéia dançar.

    Favela groove

    Estes caras estavam muito a vontade no palco, dominaram a platéia desde o primeiro instante. Som bastante amadurecido e coeso.

    Festenkois
    Som que passava pelo metal moderno, grunge e por climas formando assim uma ambientação que denomino "calmaria antes da tormenta" (para quem não entendeu, isto foi um elogio! rs)

    Skacilds
    Carisma, pulsação e festa! Estes adjetivos são ínfimos comparados ao prazer de escutá-los!

    Quase Coadjuvantes
    Power trio que conseguiu fazer bastante barulho (no bom sentido), e convencer o jure bastante heterogênio.

    Somtal

    Primeira banda da noite. Com toda a tensão que é gerada por este fato, "enfrentaram" esta situação e mostraram seu som com louvor!

    Os jurados

    Na minha humilde opinião, a escolha dos jurados pelos organizadores do festival foi extremamente FELIZ! Me excluo deste comentário pois deixo para os outros jurados e para os organizadores expressarem suas impressões sobre mim.

    As anotações eram minunciosamente feitas no decorrer das músicas. Todos nós assistíamos no "fundão" para escutar as nuances sonoras e também nos aproximávamos do palco para ver a performance. Ao final, reuníamos do lado de fora do Matriz para trocarmos idéias sobre alguns possíveis pontos que passaram despercebidos.

    Friso que o trabalho de Jurado é muito difícil. Explico. Como se avalia arte? O azul é mais bonito que o amarelo? O clima da música era para estar lá mesmo ou foi desleixo do arranjador? Qual foi a intenção do intérprete? Ele queria passar aquela sensação mesmo? E o pior, quanto VALE uma execução? Se o cara erra uma nota perde um ponto?
    Por conta destas e de outras perguntas impossíveis de responder, afirmo que é muito difícil avaliar arte. (Impossível ser ABSOLUTAMENTE justo)
    Entretanto a turma de jurados escolhida era bastante amadurecida, ponderada e possuía vastos conhecimentos sobre música. Neste sentido, acredito que em nada ficaram prejudicados os julgamentos.
    Tenho que agradecer ao Pegada por ter me incluído nesta empreitada!


    Por fim, desejo SUCESSO para todas as talentosas bandas que participaram das prévias do Grito Rock!

    "Istoaí"!

    segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

    O que é um músico que só toca/canta desafinado e fora do tempo? É um músico que precisa praticar mais!


    Com toda humildade digo que sou um eterno aprendiz. Desafino e toco fora do tempo todo o tempo. O que falarei aqui será sobre APRIMORAMENTO.

    Aqui vai uma analogia para começar este post.

    O que é um quadro? Objetivamente, é um pano branco esticado numa armação de madeira que o pintor colocou de forma sistemática algumas disposições de cores e texturas, obtendo assim um resultado visual.
    Nem preciso dizer que esta conceituação não faz jus à peça artística. Mas é assim que se faz um quadro. Há quem diga que jogar um tanto de tinta no pano branco, SEM CRITÉRIO NENHUM, é arte. Isto não é lambança? rs

    E o que é música? Objetivamente, é um conjunto de notas (e letra, quando for o caso), tocada num espaço de tempo, que o músico ordenou de forma sistemática e obteve um resultado sonoro.
    Nem preciso dizer que esta conceituação não faz jus à peça artística. Mas é assim que se faz uma música. Há quem diga que executar um tanto de notas no tempo, SEM CRITÉRIO NENHUM, é música. Isto não é ruído? rs

    Para os mais afoitos, não estou falando da famosa ATITUDE! Temos que ter atitude em qualquer forma de arte. É na atitude que "mora" a personalidade e a alma da obra. Estou falando de CRITÉRIO.

    O que é o critério numa música? É o arranjo e a execução!

    Toda obra de arte quer passar uma mensagem e, para se comunicar com o apreciador, tem que falar uma determinada língua. Na música, temos padrões rítmicos, afinações, andamento, intensidade sonora, inflexões, pausas, silêncio, etc.

    Neste contexto, muitas vezes escuta-se que a única coisa que importa é a ATITUDE!
    Caso goste de barulho de britadeira e moto-serra, aí são outros "quinhentos", mas este tipo de som sem a disposição criteriosa no tempo, é apenas ruído.

    E outra! Ainda não inventaram uma outra forma de fazer musica! Nossas notas têm uma afinação (até a oriental) e são tocadas numa determinada pulsação e, para soarem de determinada maneira, têm de ser bem executadas!

    Se o músico canta/toca semi-tonado e fora do tempo e a disposição dos acontecimentos é massante, o conjunto da obra pode até ficar bom por conta do efeito de mascaramento (disse em outro post) e também, por conta da condescendência de quem escuta, mas, assim a música está semi-tonada, fora do tempo e massante! O arranjo e a execução estão ruins.

    Por outro lado, até a desafinação, a falta de ritmo e a disposição massante, demandam observações. O desafino e a "atravessada" foram INTENCIONAIS? Foram feitas com CRITÉRIO? Caso afirmativa a resposta, procure CONVENCER o ouvinte que realmente estão lá para demonstrar alguma coisa! Entretanto, para conseguir esta façanha, só conseguirá fazer intencionalmente o "diferente" quem também sabe fazer o "padrão".

    O que é um músico que só toca/canta desafinado e fora do tempo? É um músico que precisa praticar mais.

    Aos músicos que precisam de praticar mais e, mesmo assim a música que tocam é boa, agradeça incisivamente à composição e principalmente ao resto da banda, pois mascaram seus pequenos deslizes.

    Aguardo ansiosamente os comentários "nervosos" de alguns. Pode até ser que eu mude de opinião. rsrs
    Abraços!

    quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

    PSP Vitage meter o "imitador" de ouvido


    É estatisticamente comprovado que as pessoas escutam (apreciam) música na faixa de 90 dB. Também é a intensidade sonora em que o ouvido humano escuta uma resposta de frequência mais plana. (Já tratei deste assunto em outro post).

    Comprove por meio da tabela criada pelos cientistas Fletcher e Munson, acima.

    Este plugin gratuito da PSP é muito útil nas horas em que vc está mixando ou masterizando a muito tempo e seu ouvido já está cansado, parecendo tudo soar mais baixo.

    A medida é em VU (Volume Units). É uma escala que se assemelha à audição humana.
    Clique na imagem para baixar.